quinta-feira, 31 de março de 2016

SRS ESPECIAL:AULA DE ZUMBA AO AR LIVRE SANTA ROSA DO SUL 30/03/2016


Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

Sendo uma das artes mais antigas da humanidade, a dança expressa sentimentos, beleza e principalmente a alegria, sendo totalmente associada ao caráter de festa ou celebração, estando presente em todas as civilizações, épocas e culturas, modificando-se com a passagem do tempo.  
 Criado na  década de 1990  pelo coreografo colombiano Beto Perez na Colômbia, a Zumba é uma dança que une elementos de ritmos latino-americanos como a salsa, merengue, mambo e o samba, tudo com uma batida alegre bastante envolvente e sendo difundido como uma forma de promover o condicionamento físico, além de dar uma pequena amostra cultural de todos os ritmos musicais presentes na América Latina.
 Desde muito tempo, Santa Rosa do Sul tem uma relação fortíssima com a dança, havendo grandiosos festivais escolares de dança entre a década de 1990 e começo da primeira década de 2000, além da presença marcante da invernada artística do CTG Unidos do Sul, que trouxe a cultura gaúcha ao munícipio e de inúmeros grupos de dança que marcaram a História desse munícipio.
 Atualmente, uma das dança mais populares no munícipio sem dúvida é a Zumba, havendo dois grupos bastante fortes que divulgam esse ritmo no munícipio: a SistersZ, organizado pelas irmãs Mirian e Mirela Fernandes e o do Studio Funcional Bodyfit , organizado por  Niraila Lummertz. Ambos talentosos, os grupos atraem um grande números de adeptos, tornando a Zumba ainda mais popular em Santa Rosa do Sul.
  Com intenção de difundir a Zumba em Santa Rosa do Sul, o grupo Studio Funcional Bodyfit realizou um evento ao ar livre na Avenida Damásio Peres na quarta feira (30/03), tendo a presença de dezenas de pessoas numa noite bastante divertida, agradável e especial, chamando bastante atenção  de todos que moravam ao passavam pela avenida, juntando uma grande multidão, sendo uma aula gratuita  para toda a população.
  Quero parabenizar a todos envolvidos nesse lindo evento, iniciativas como essa merecem aplausos, foi algo bastante diferente, demonstrando a população como a dança ainda consegue atrair a admiração das pessoas, além de mostrar que Santa Rosa do Sul tem muitas coisas  bacanas a serem mostradas, principalmente na questão cultural, Zumba também faz parte da cultura de Santa Rosa do Sul. Confiram abaixo um vídeo mostrando um pequeno aperitivo desse evento especial, a qualidade tá um pouco ruim, mas dá para ter uma visão de como foi:


Grande abraço, até a próxima! 

quarta-feira, 30 de março de 2016

INFORMATIVO ESPECIAL: A HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO


Olá caros leitores, tudo bem com vocês? Para homenagear o cinema brasileiro, o Blog do Professor Andrio tem a honra de contar um pouco da História do cinema nacional. A base do texto abaixo é o segundo capítulo de minha monografia de graduação de História, com algumas pequenas modificações. No final terá a bibliografia utilizada por mim, para quem quiser saber um pouco mais, um grande abraço e até a próxima.

A HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO

Diferentemente de outras inovações tecnológicas realizadas na Europa, o cinematografo, segundo Cunha (1979, p. 04), “chegaria cerca de seis meses após a estréia parisiense”. Mas somente em 19 de junho de 1898, um cinegrafista italiano chamado Alfonso Segreto filma a entrada da baia de Guanabara dentro de um navio, iniciando assim as atividades cinematográficas no Brasil, mas esse filme jamais foi exibido publicamente. Por esse motivo, data ficou conhecida como Dia do Cinema Brasileiro.
Nos primeiros anos, foi complicada a implantação do cinema no Brasil, devido a precariedade da distribuição de energia elétrica nas cidades. Somente em 1907, com a inauguração da usina de Ribeirão das Lages, dezenas de salas de cinema foram abertas nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, e conseqüentemente, facilitou o inicio da produção de filmes em nosso país. Inspirados nos documentaristas franceses, os primeiros cineastas brasileiros preocupavam-se em mostrar as belezas naturais do país, cenas do cotidiano e aspectos culturais tipicamente brasileiros, fazendo curtas-metragens, que ficaram conhecidos como cinejornais, sendo um dos primeiros gêneros fílmicos populares no Brasil. Segundo Bernardet (2009, p 37-38), “um levantamento da exibição cinematográfica em São Paulo até 1935 indica que nada menos de 51 jornais cinematográficos brasileiros aparecerem nas telas paulistas nesse período”.
Além de documentários, surgiram cineastas que realizaram os primeiros filmes de ficção, mesmo com a comercialização de filmes estrangeiros no Brasil, tendo uma promissora produção nacional. A principal temática dessas produções era baseada especialmente nos casos policiais da época, inclusive Os estranguladores, filmado por Antônio Leal em 1908, foram exibidos mais de 800 vezes, sendo o primeiro filme de ficção feito no Brasil.
Entre 1908 e 1911, no Rio de Janeiro, forma-se um centro de produção de filmes em curta-metragem, que produzem além de filmes policiais, melodramas, épicos patrióticos, religiosos e até carnavalescos. A maior parte dessa produção é feita por Antônio Leal e José Labanca, no estúdio Photo Cinematographia Brasileira, mas com a concorrência estrangeira, essa produção decai bastante nos anos seguintes, conseqüentemente muitos cineastas abandonam a profissão, seguindo outras atividades profissionais, mas outros acabam produzindo documentários por encomenda, que ficou conhecido como cinema de cavação. Nesse período, segundo Bernardet (2009, p. 40), “a produção cinematográfica brasileira assenta-se em documentário exclusivamente ligado a uma elite mundana, financeira, política, militar, eclesiástica, de que os cineastas são dependentes”.
Em contrapartida, Luiz Barros (Perdida), José Medina (Exemplo Regenerador) e Francisco Santos (Crime dos banhados) foram cineastas que se manifestaram isoladamente a favor de produzir filmes de ficção. Mas a partir de 1915, surgiram filmes inspirados na literatura romântica brasileira, especialmente Iracema, O Guarani, A Moreninha e Inocência. Destaca-se o italiano Vittorio Capellaro, que produz muitos filmes dessa temática.
Ao mesmo tempo, Cristóvão Guilherme Auler e Francisco Serrador realizam os chamados filmes cantados. Esses filmes, segundo Cunha (1979, p. 06), “os artistas eram filmados a cantar trechos musicais conhecidos e depois tinham de se esconder atrás da tela, repetindo a cantoria e dando impressão de que suas vozes partiam da imagem projetada”. Desse gênero, o filme Paz e amor (1910), dirigido por Alberto Botelho, se destaca, por ser o primeiro filme a dar destaque as figuras e acontecimentos históricos da época. Mas em 1929, Luís de Barros lança o filme Acabaram-se os Otários, considerado o primeiro filme brasileiro sonorizado.

Na década de 1920, a produção cinematográfica, que antes se limitava as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, começava a se estender a outras regiões do Brasil, como o sul e o nordeste. Nessas produções, muitos cineastas retratavam a cultura e as estórias de suas respectivas regiões. No sul, Eduardo Abelim e Eugênio Kerrigan produzem Amor Redime (1926). No nordeste, os cineastas que se destacaram nessa época foram Edson Chagas e Gentil Roiz, que produziram filmes de caubói, como Retribuição Jurando sangue, ambos de 1925. Dentre os ciclos regionais, se destacou o da cidade mineira de Cataguases, aonde surgiu um dos primeiros grandes cineastas do cinema brasileiro, Humberto Mauro. Segundo Cunha (1979, p. 15), “cineasta de grande brasilidade, ele seria um elemento importante para a história do cinema nacional no que ficou conhecido como Ciclo de Cataguases”. Realizou filmes como Sangue mineiro (1929), Brasa Dormida (1927), e especialmente, O Descobrimento do Brasil (1937), um épico que retrata a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, totalmente inspirado na Carta de Pedro Vaz de Caminha.
Com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, nos anos de 1930, inicia-se a industrialização no Brasil, havendo um forte sentimento de modernidade e patriotismo, refletindo inclusive nas artes e na cultura. No cinema, começa a ter uma produção sofisticada, surgindo inclusive grandes estúdios cinematográficos, inclusive a Cinédia, criada por Adhemar Gonzaga, na cidade do Rio de Janeiro. Lábios sem beijos, dirigido por Humberto Mauro, foi o primeiro filme da companhia. Já em 1933, Adhemar Gonzaga lançaria A Voz do carnaval, que elevaria ao estrelato Carmem Miranda. Através dela, lançaria atores cômicos como Oscarito e Grande Otelo nas comédias musicais Alô Alô Carnaval Onde estás felicidade. Essas comédias ficaram conhecidas como chanchadas, que nada mais eram filmes de baixo orçamento, feitos apenas para causar riso fácil, que tinham grande apelo popular e fazendo paródias as grandes produções de Hollywood. Após o lançamento de O Ébrio, em 1946, a Cinédia inicia uma grande crise financeira, fechando as portas cinco anos depois.
Em São Bernardo do Campo, Moacir Frenelon, Alinor Azevedo e José Carlos Burlem fundam a Atlândita, em 1941, estreando com o filme Moleque Tião, que daria a tônica da companhia, filmes com temáticas tipicamente brasileirasAs chanchadas também são os grandes destaques desse estúdio, tornando-o moda até meados da década de 1950, e promovente comediantes até hoje lembrados como Dercy Gonçalves, Zé Trindade, além de Oscarito e Grande Otelo.
Já em 1949, na cidade de São Paulo, surge um empreendimento grandioso, a Companhia Vera Cruz, que ao contrário dos outros estúdios brasileiros, realiza produções bem mais aprimoradas e exploram temáticas mais dramáticas e comédias mais elaboradas. Destaque para o comediante Mazzaropi que realiza filmes retratando a figura do caipira brasileiro, em filmes como Candinho, Jeca Tatu, Jeca Contra o capeta e Sai da Frente. Outro destaque da companhia, O Cangaceiro (1953), filme dirigido por Lima Barreto, foi, segundo Napolitano (2008, p. 20), “grande sucesso de bilheteria e vencedor do Festival de Cannes na categoria melhor filme de aventuras”. Mas em 1954, devido a grandes dividas, o estúdio acaba falindo, terminando assim o sonho da Hollywood brasileira. 
Contrariando os grandes estúdios brasileiros, que só produziam melodramas e comédias musicais, em meados dos anos de 1950 e inicio dos 1960, surge um grupo de jovens cineastas, que inspirados no neo-realismo italiano e na nouvelle vague francesa, realizando filmes que retratavam a realidade brasileira, usando do lema “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão”, que ficou conhecido como Cinema Novo. Esses cineastas, segundo Mascarello (2006, p. 290), “não queriam- nem poderiam- fazer filmes nos padrões do tradicional cinema narrativo de ‘qualidade’ americano em sua maioria, que o público brasileiro estava costumado a ver. O cinema que pretendiam fazer deveria ser ‘novo’ no conteúdo e na forma, pois seus novos temas exigiram também um novo modo de filmar”.  Nelson Pereira dos Santos (Como era gostoso meu francês, Vidas Secas), Carlos Diegues (Quilombo, Ganga Zumba) e Joaquim Pedro de Andrade (Macunaíma, O Padre e a moça), são os cineastas que marcam esse movimento.
Além desses citados, um deles merece destaque, tanta pela ousadia como pela criatividade, considerado o mentor intelectual do Cinema Novo, o baiano Glauber Rocha. Inspirado nos filmes de faroeste de John Ford e no cinema político europeu, fundindo elementos da cultura nordestina, literatura brasileira e realidade brasileira, criando épicos rurais que são considerados obras-primas como Deus e o Diabo na Terra do sol (1964) O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969), filmes políticos como Terra em Transe (1967) ou sobre temas da cultura brasileira como Barravento (1961) e Idade da Terra (1980). Todos eles, porém, fazem críticas a situação político social do Brasil, inclusive em relação ao regime militar, ocorrido no ano de 1964.
  Inicialmente, a censura promovida pela ditadura afetava apenas o setor político, mas em 1968, com o Ato Institucional nº. 5 (AI-5), as artes em especial o cinema começaram a ser alvos dos censores. Inúmeros filmes sofreram alterações, alguns tiveram cenas cortadas ou foi completamente censurado, devido ter conteúdos políticos ou de natureza sexual.
Não se preocupando com o risco que corriam, cineastas retornando com a linguagem do Cinema Novo, rejeitando totalmente o comercialismo, indo de encontro com o povo e realizando obras de baixo orçamento, tendo temáticas sociais. O udigrudi também conhecido como Cinema Marginal, nascia sob a égide da rebeldia, e, segundo Ramos (1987, p. 30), “o clima é de completa impossibilidade de ação e de constante constrangimento de intenções em face de uma realidade bruta que se torna inacessível e excludente”. Rogério Sganzerla (O Bandido da Luz Vermelha), Júlio Bressane (Matou a família e foi ao cinema) e José Mojica, mais conhecido como Zé do Caixão, (Despertar das bestas) foram alguns dos nomes que marcariam esse movimento.
Paralelamente, outros diretores preocuparam-se em fazer filmes comercialmente vendáveis, mesmo com a forte censura. Nesse sentido, nasceu a pornochanchada, que nada mais era uma forma de comédia aonde sexo era tema favorito desses diretores. Esses filmes, segundo Napolitano (2008, p. 99), “eram produções muito baratas, feitas em estúdios improvisados, com atores e atrizes desconhecidos, a maioria deles sem talento dramático, mas com alguma beleza física”. Filmes como Toda Nudez será castigada, Ainda agarro essa vizinha A Viúva Virgem, são exemplos de pornochanchadas.
   Em meados dos anos 70, o cinema brasileiro começa a ser ajudado pela Empresa Brasileira de Filmes, a EMBRAFILMES, que foi criado pelo governo no intuito de financiar culturalmente a produção cinematográfica do Brasil. A Embrafilmes, segundo Napolitano (2008, p. 102), “tinha a função de ajudar na distribuição de filmes brasileiros e, com o tempo, passou a apoiar também a produção”. Muitas produções como Xica da Silva (1976) e Bye Bye Brasil (1979), de Carlos Diegues, Dona Flor e seus dois maridos (1977), de Bruno Barreto, são filmes que obtiveram sucesso e foram financiadas por essa empresa.
Com o fim do regime militar em 1985 e com a popularização das pornochanchadas e de filmes estrangeiros, a produção nacional entra num período de crise, que mesmo com as tentativas do Governo de financiar as produções, acabam acarretando o fim da Embrafilmes no inicio dos anos 1990, levando muitos diretores e atores, como Sônia Braga e Hector Babenco, a lançarem carreiras nos Estados Unidos e Europa. Mesmo assim, houve manifestações criativas nesse período em filmes como Pixote, Quilombo e O Homem da Capa Preta.
Com o fim da Embrafilmes, muitos cineastas não se conformaram com a crise em que o cinema brasileiro estava vivendo, foram atrás de recursos, contrariando a crença de que não se podiam fazer filmes de qualidade no Brasil. Mas com o surgimento do filme de Carla Camuratti, Carlota Joaquina (1995), deu inicio o período da retomada, fazendo com que a produção brasileira volta a realizar filmes de sucesso nacional e internacional, como Central do Brasil, Cidade de Deus, Olga, Tropa de Elite O Que é Isso Companheiro?, inclusive concorrendo a prêmios no exterior, em especial o Oscar.
 Atualmente, o cinema brasileiro está vivendo um momento de grandioso, a qualidade de imagem, som e estórias envolventes está atraindo milhares de pessoas aos cinemas para assistirem aos filmes nacionais, Se eu fosse VocêBesouro, Chico Xavier e o mais recente, Somos tão Jovens e Faroeste Caboclo, provam que aquela situação de precariedade e da falta de apoio popular ao cinema brasileiro está mudando, lotando salas de cinema onde esses filmes está sendo exibidos, concorrendo de igual para igual com os filmes hollywoodianos e de outras nacionalidades, dando sinais que finalmente o nosso cinema está caminhando no rumo certo.

BIBLIOGRAFIA

BERNARDET, Jean Claude. Cinema Brasileiro: Uma Proposta Para Uma História. 2ed. São Paulo. Editora Companhia das Letras, 2009.

_______________________. O Que É Cinema? Coleção Primeiros Passos Volume 12. São Paulo, Editora Circulo do Livro, 1994.

CUNHA, Wilson. Biblioteca Educação É Cultura Volume 5: Cinema. São Paulo, Editora Bloch, 1979.

MASCARELLO, Fernando. História do Cinema Mundial. Campinas, Editora Papirus, 2006.

NAPOLITANO, Marcos. Cultura Brasileira: Utopia E Massificação (1950-1980). São Paulo, Editora Contexto, 2008.
____________________. Como Usar O Cinema Em Sala de Aula. São Paulo, Editora Contexto, 2006.

RAMOS, Fernão. O Cinema marginal. São Paulo, Editora Brasiliense, 1987.

SCHNEIDER, Steven Jay. 1001 Filmes Para Ver Antes De Morrer. São Paulo, Editora Sextante, 2009.

terça-feira, 29 de março de 2016

POEMA: SEJA VERDADEIRO SEMPRE


Seja verdadeiro sempre,
Nunca caminhe pela estrada da demagogia,
Evite coisas que possam te corromper para o mal,
Não preste atenção em mentiras,
Faça somente aquilo que teu coração mandar,
Esqueça coisas fúteis ou que não acrescentam nada a você,
Sempre pense em ir para frente,
Pois o passado acabou, não volta mais,
Esteja preparado para o futuro,
Por isso, faça o bem e seja verdadeiro sempre.

Autor: Andrio Cardoso Pereira 

segunda-feira, 28 de março de 2016

CINE HISTÓRIA: JESUS DE NAZARÉ (1977)

FICHA TÉCNICA

Título Original Jesus of Nazareth/ Gesú di Nazareth 
Duração: 382 min.
Ano: 1977
Diretor: Franco Zefirelli 
País:  Itália/Inglaterra
Idiomas disponíveis e legendas: Inglês, Italiano e Português
Gênero: Épico/ Drama Bíblico  
Temática: Vida de Jesus Cristo/ Invasão Romana na Palestina/ Início do Cristianismo

SINOPSE (Fonte: Interfilmes)

Concebido pela Virgem Maria (Olivia Hussey) e passando por uma sofrida infância de peregrinação, Jesus (Robert Powell) veio a terra com a missão de salvar os homens, mas é traído e humilhado justamente por eles. Após ser preso, torturado e crucificado, ressuscita divinamente. 

COMENTÁRIO

 Superprodução do cinema europeu, Jesus de Nazaré é um épico totalmente inspirado nos quatro evangelhos da Bíblia (Mateus, Marcos, Lucas e João), remontando os fatos mais marcantes da vida de Cristo, desde seu nascimento até a sua ressurreição. Bastante exibido na televisão na Páscoa ou Natal, devido sua longa duração (cinco horas) já foi exibido em forma de minissérie, em uma versão cortada com apenas três horas de duração e de forma integral, geralmente na Record.
 Brilhantemente dirigido pelo diretor italiano Franco Zefirelli, Jesus de Nazaré tem uma belíssima fotografia, trilha sonora emocionante feita por Maurice Jarre e um elenco recheado de estrelas de Hollywood e do cinema europeu como Olivia Hussey, Robert Powell, Rod Steiger, James Mason, Ernest Borgnine, Anne Bancroft, Claudia Cardinale, Anthony Quinn, Laurence Olivier, Fernando Rey, Peter Ustinov e James Earl Jones, todos com atuações memoráveis e carismáticas.
 Sendo considerado um dos filmes mais realistas sobre a a vida de Jesus Cristo, se aproximando dos textos bíblicos, mas também mostrando os antigos costumes do povo judeu, a dominação do Império Romano, as dificuldades enfrentadas por aqueles que não seguiam as autoridades romanas e judaicas e a esperança de um povo com a chegada do Messias, fazem esse filme ir além dos aspectos religiosos, também explorando todo contexto histórico, político, social e cultural na Palestina no século I.
  Interpretado brilhantemente por Robert Powell, Jesus nesse filme é retratado como uma pessoa bastante especial, preocupada com seu povo, carismática, firme em sua missão até o fim e também não exita em dar broncas severas quando vê injustiças contra o povo que ama, tornando ele tanto humano como um ser divino. Confiram abaixo o filme na integra:



Grande abraço, BOA SESSÃO, até a próxima! 

domingo, 27 de março de 2016

ESPECIAL DE PÁSCOA



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

 Para as pessoas que professam religiões de origem cristã, as datas comemorativas cheias de rituais de grande beleza e emotividade, além de terem muitos simbolismos, variando de lugar para lugar, de cultura para cultura mas sempre presentes, fazendo cada data ser única, mesmo com a passagem do tempo e dos costumes, continua muito vivas, seja no Natal ou Corpus Christi,sendo consideradas feriados.
 Como todas as datas do cristianismo, a Páscoa  também é um período bastante importante e riquíssima em simbologia, manifestada na liturgia das cerimônias religiosas, tendo inclusive um período de quarenta dias de preparação, chamado de Quaresma, indo da Quarta-Feiras de Cinzas até o Domingo de Ramos, o qual exige a penitência, a reflexão e da caridade, predominando a cor roxa e textos bíblicos que revelam a paixão, morte e, principalmente, a gloriosa ressurreição de Jesus Cristo, motivo maior dessa festa.
 Além da questão cerimonial, culturalmente a Páscoa traz símbolos bastante fortes, os quais estão também associados ao cristianismo (é impossível desassociar a parte religiosa em datas comemorativas tão importantes como a Páscoa ou o Natal), sendo muito usado pelo comércio, televisão, cinema, música e na literatura, estou falando logicamente do Coelho da Páscoa, figura muito querida entre as crianças. Um exemplo disso é a animação Coelhos Engraçadinhos feita pela Disney na década de 1930, que traz toda a questão do Coelho da Páscoa de forma bem engraçada  e mitológica do personagem, sendo um desenho bastante nostálgico, digno da coluna Retrô, confiram abaixo essa animação maravilhosa:



 Tendo uma origem bastante antiga, o coelho tem várias simbologias, por exemplo para os egípcios representava a vida nova, ressurreição e o nascimento, para outros povos da Antiguidade representava a Lua, a fertilidade (fato desse animal ter grandes ninhadas e se proliferar rapidamente), isso foi associado aos antigos hebreus, e posteriormente aos cristãos, que por sua vez usa o coelho para simbolizar a rápida proliferação do cristianismo após a morte de Jesus Cristo, a vida nova com a ressurreição de Cristo e a Lua, a qual determina a data que será realizada a Páscoa em cada ano. Essa tradição do coelhinho foi trazida no Brasil principalmente pelos imigrantes alemães nos séculos XVII e XIII.
 Vindo juntamente com o Coelho da Páscoa, outro símbolo muito presente na Páscoa são os ovos, que tem origem lendária, o qual segundo a tradição, uma mulher decidiu dar de presentes ovos coloridos para seus filhos, escondendo esses ovinhos, sendo que as crianças tinham que fazer uma busca para encontrar esses ovos. Quando descobriram os ovos, coincidentemente, um coelho passou no celeiro onde estavam os ovos, e as crianças acreditaram que foi o coelho que colocou os ovos.
 Como é de se imaginar, dessa pequena lenda originou a brincadeira da caça aos ovos de Páscoa, a qual permanece viva em muitas culturas no mundo, inclusive no Brasil, e a associação do coelho com os ovos. Dependendo do povo e da região, os ovos de Páscoa podem ser de galinha, de massa de trigo e principalmente de chocolate (associado por algumas pessoas a energia e vigor do cristão), esse último sendo bastante popular. Também existente ovos de Páscoa decorativos feito de prata, mármore e muitos outros, mas sendo comestível ou não, a representação deles é a mesma: a ressurreição de Cristo. 
 Tanto o coelho como o ovo são símbolos culturais e religiosos da Páscoa, assim como a cruz (representa o sacrifício de Cristo para salvar a humanidade com sua morte e ressurreição), as velas, as encenações e os ramos, que fazem parte de toda a simbologia pascal, tem uma importância fundamental dentro da festa, pois ela representam as idéias principais da Páscoa: renovação de vida, a propagação de um mundo melhor, o fim de um mundo trevoso e o início de uma humanidade cheia de paz, alegria e esperança. Para encerrar esse especial, um poema:

FELIZ PÁSCOA 

Páscoa é a vitória da vida,
Ser caridoso com as pessoas que sofrem,
Lutar contra a opressão,
Respeitar o próximo e ser humilde,
Não tremer diante das trevas, pois sempre a luz aparecerá,
Sepultar aquilo que faz mal a você,
Ressurgir das cinzas, uma nova pessoa,
Anunciar que o bem venceu o mal,
Quero desejar a você, FELIZ PÁSCOA,
Que a luz do Cristo vivo ilumine tua vida.

Autor: Andrio Cardoso Pereira

Um bom fim de semana, FELIZ PÁSCOA,  até a próxima, grande abraço.

sábado, 26 de março de 2016

SRS ESPECIAL: HISTÓRIA CULTURAL DE SANTA ROSA DO SUL



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?


 A História é uma área que permite termos uma visão aproximada daquilo que foi o passado de uma cidade, região, país e até mesmo do mundo, podendo ser ser feita pelo viés político, social, comportamental, mitológico, econômico, cultural e muitos outros, porém o mais usual é o factual, que nada mais é, um resumo de fatos importantes do lugar onde estudamos, por ser mais fácil de ser estudado.
 Em Santa Rosa do Sul, todos com toda certeza conhecem a História factual do munícipio, que está presente no site a prefeitura e nos informativos da AMESC. Hoje quero mostrar uma forma diferente de conhecer a História do munícipio, através da evolução cultural que aconteceu em Santa Roa do Sul desde a chegada dos primeiros índios até os dias de hoje, enfatizando mais a questão cultural. O informativo abaixo faz parte do Plano Municipal de Cultura, o qual ajudei a escrever e sou autor desse e de muitos outros informativos, espero que gostem, divulguem e abra a mente dos sul santarosenses e torço que outras formas de estudos históricos surjam.


HISTÓRIA CULTURAL DE SANTA ROSA DO SUL


     Santa Rosa do Sul antes da chegada dos europeus foi habitada por indígenas principalmente Guaranis (carijós), os quais tiveram contato diretamente com os imigrantes portugueses e espanhóis, gerando violentos e uma forte miscigenação cultural.
  Vindos de uma região também litorânea, as primeiras levas de luso-açorianos que vieram para o litoral de Santa Catarina a partir do ano 1748, tinham a intenção de ajudar na defesa dos territórios conquistados no litoral por Portugal e acabaram colonizando boa parte do sul do Brasil, inclusive a região do extremo sul catarinense, municípios como Sombrio, Araranguá e principalmente, Santa Rosa do Sul, foram no passado colonizado por açorianos ou por descendentes dos mesmos nascidos no Brasil.
  A herança luso-açoriana presente em nossos dias é vasta, ficando complicado enumerar todas de uma vez só, mas fácil de visualizar, basta olharmos ao nosso redor para podermos perceber a presença do povo açoriano em nossa cultura, seja no jeito de falar, costumes ou de fazer.
 Dentre a vasta herança cultural deixada pelos açorianos em Santa Rosa do Sul, além do linguajar típico, a forte religiosidade, as lendas, as benzedeiras, a culinária típica, a maneira de pescar, a pecuária e os revolucionários métodos agrícolas utilizados nas plantações, as manifestações do Terno de Reis, Boi de Mamão e Bandeira do Divino são bastantes presentes até nos dias de hoje, devido ao belo colorido, religiosidade e alegria, marcas registradas da açorianidade. Vamos conhecer um pouco de cada uma dessas manifestações.
 O Terno de Reis surgiu em Portugal e foi trazido ao Brasil no início de sua colonização pelos imigrantes açorianos e portugueses. Celebrada entre o dia 24 de dezembro ao dia 06 de janeiro (dia de Santos Reis), essa manifestação faz alusão ao nascimento de Jesus e a visita dos reis magos ao presépio em Belém, através de grupos de cantoria, alguns com danças e apresentações teatrais que vão de casa em casa anunciando o Natal.
 Em termos musicais, os instrumentos usados nas cantorias são praticamente os mesmos da música sertaneja: o violão, a viola, a gaita, tambor e o violino (conhecido também por rabeca), podendo variar de um grupo para o outro. Outra característica importante é a presença de um mestre, que é aquele responsável pela folia e pela criação dos versos, depois repetidos pelos foliões (coro), o qual há uma voz especial que dá todo tom acaipirado da cantoria: o típe, que faz o famoso e estridente “ai” no fim dos versos, podendo haver dois ou mais. 
 Oriundo das antigas tradições açorianas, O Boi de Mamão une cantoria, dança, folclore e teatro popular, contando a estória de Mateus e sua esposa Moreninha, que está grávida e sente desejo de comer o boi de estimação da família, então o animal é sacrificado, porém com a ajuda de uma benzedeira, o boi ressuscita, havendo uma grande festa , onde surgem personagens como o cavalinho, a cabra, macaco, ursos, a Maricota, a bernúncia (espécie de dragão) e tantos outros, variando de uma região para outra.
 A Bandeira do Divino é uma tradição comemorada de diversas maneiras, conforme a cultura de cada local. em Santa Catarina, essa tradição é muito presente e viva , inclusive no litoral sul, ocorrendo 50 dias após a Páscoa, em alusão ao dia de Pentecostes, data a qual segundo a tradição bíblica, o Espírito Santo desceu do céu sobre os apóstolos de Cristo, havendo muita cantoria, festejos, fogos e alegria, assemelhando com o Terno de Reis pelo tom acaipirado e ligado a religiosidade.
   Buscando refúgio e liberdade, os escravos começaram a povoar o território onde hoje são as comunidades de Novo Horizonte e Peroba a partir do século XIX, oriundos de fazendas do Rio Grande do Sul e de outras partes de Santa Catarina, formando uma grande comunidade Quilombola, a qual gerou inúmeros descendentes, espalhando-se por toda Santa Rosa do Sul, a qual se manteve unida, havendo por muitas décadas na igreja matriz a Festa de Nossa Senhora do Rosário, quando acontecia o famoso Baile dos Morenos, onde era freqüentado somente por afrodescendentes, marcando toda uma época, que infelizmente hoje não existe mais, além de acontecer um processo de miscigenação cultural no decorrer da passagem do tempo.
 A herança africana pode ser sentida em Santa Rosa do Sul mais nas comunidades do interior através da organização, da união, do gosto pela música, pela religiosidade e através de manifestações folclóricas como a Capoeira e do Maracatu, feitas pelas escolas e pelos projetos sociais, no intuito de trazer novamente a identidade afro para essas comunidades.
  Vindos da Europa infestada de guerras, fome e pobreza, os imigrantes italianos e alemães vieram para o munícipio na segunda metade do século XIX, deixando em sua herança cultural a religiosidade, a engenhosidade para trabalhar na agricultura, no jeito de falar e principalmente, na culinária típica com suas cucas, massas, vinhos e tantas outras iguarias deliciosas.
 Com a eclosão da Revolução Federalista no Rio Grande do Sul no fim do século XIX, chegaram em Santa Rosa do Sul, que na época se chamava Morro das Mortes, muitas famílias de origem gaúcha, trazendo sua traições como de fazer churrasco, tomar chimarrão, andar de a cavalo, sua música e danças como o vanerão, chimarrita (de origem açoriana) e tantas outras.
  Nesse mesmo contexto, as famílias Teixeira da Rosa, Emerim e Souza, cujo nome dos três patriarcas era Alfredo, chegaram ao munícipio, ajudando no seu desenvolvimento, tanto que o lugar passou a ser chamado de Três Alfredos, iniciando uma lenta evolução urbana no munícipio, surgindo nessa época os primeiros centros de comércios, a capela a qual foi escolhida como padroeira Santa Rosa de Lima (1932) e a vila se passou a chamar de Santa Rosa, para posteriormente evoluir para distrito em meados da década de 50 e com o inicio a construção da BR 101 em meados da década de 1960.
  A questão cultural desse período até meados da década de 1970 foi bastante rica, principalmente para a juventude, aconteciam inúmeras domingueiras, bailes, brincadeiras de entrudes, serenatas, gincanas, festas juninas, Terno de Reis, rodeios, existia um cinema que pertencia a família Emerim e as festas dos padroeiros de cada comunidade, eram bastante apreciadas.
 Com a evolução urbana, também veio o desejo do povo de transformar o distrito em munícipio, concretizando com a emancipação em 1988, iniciando daí para frente a História política de Santa Rosa, mas a cultura não foi esquecida, sendo agora organizada pela administração municipal, como as festas juninas, gincanas e festivais, marcando época, muitas delas continuam até hoje, as quais iremos elencar a partir de agora.   
 O Festival Municipal da Canção, o tradicional FEMUC foi criado no início da década de 1990, sendo inicialmente um evento musical, no intuito de revelar novos talentos musicais de Santa Rosa do Sul, que ao passar dos anos foi colocado nas festas de aniversário do munícipio, posteriormente nas festas juninas, sendo definitivamente colocado dentro da programação da Polvilhana em 2005, sendo uma das atrações mais esperados dentro da festa, em 2014 foi realizado a décima primeira edição. 
 Seguindo a mesma linha do FEMUC, o Festival Municipal Escolar da Canção, o FEMEC foi instituído em 2002, fazendo parte da programação da Polvilhana, o festival tem como intuito revelar talentos musicais de crianças e adolescentes que estudam nas escolas de Santa Rosa do Sul, sendo também uma atração bastante esperado dentro da festa, sendo que em 2014 foi realizada a sua sétima edição.
   Criada no inicio dos anos 2000 a Fanfarra Municipal Filhos da Terra foi criada para tocar nos eventos culturais do munícipio, fazer apresentações especiais, e principalmente, animar nos desfiles do dia 07 de setembro, o qual comemora o Dia da Independência do Brasil, tocando o Hino Nacional, fazendo o som da marcha e fazendo a Alvorada Festival, além de se apresentarem em diversas cidades da região.
 Maior festa cultural do munícipio de Santa Rosa do Sul, a Festa do Polvilho e da Banana, carinhosamente chamada de Polvilhana, ocorre desde 2005, sendo feita entre os meses de junho e julho, acontecendo de dois em dois anos, atraindo uma grande multidão vinda de várias partes do estado e do Rio Grande do Sul. Em 2014 foi realizada sua sexta edição.
  O nome da festa faz alusão direta aos dois principais produtos produzidos no munícipio, o polvilho e a banana, é uma homenagem ao agricultor de Santa Rosa do Sul, que com seu suor e trabalho, alavanca a economia do munícipio, além de contar a sua origem e demonstrar a cultura típica do interior catarinense.
  Sendo uma festa que valoriza o trabalho do agricultor e sua cultura, a Polvilhana traz uma série de atrações para todos os públicos, desde exposições temáticas, shows musicais, apresentações folclóricas, concurso da rainha e princesas, festivais de música, noites especiais para o público católico e evangélico, práticas esportivas, brincadeiras que fazem alusão à vida do agricultor e um grandioso desfile temático com carros de boi, máquinas agrícolas, giricos, tobatas e cavalaria, mostrando um pouco da História e da cultura de Santa Rosa do Sul e também da região.
  Lançado em 2012, o livro Santa Rosa do Sul: Raízes, escrito pelo jornalista sombriense Rolando Christian Sant’Helena Coelho, fala sobre a evolução histórica, política e social do munícipio, usando de depoimento de moradores antigos, fotografias antigas e estatísticas, fazendo uma homenagem as pessoas que ajudaram na construção do munícipio o qual conhecemos atualmente.
  O filme Santa Rosa do Sul: Minha Terra, documentário produzido pelo jornalista sombriense Rolando Christian Sant’Helena Coelho foi lançado em 2012 juntamente com o livro Santa Rosa do Sul: Raízes, sendo um complemento do outro, recontando a História do município através de depoimentos de moradores antigos e pessoas que participaram de alguma forma da evolução histórica, social, política e cultural do município de Santa Rosa do Sul.  
   O Festival Escolar da Canção foi criado no ano de 2012, no intuito de classificar os alunos que vão cantar no FEMEC, sendo realizada em cada escola do munícipio, servindo como uma espécie de eliminatória, tendo acontecido em 2014 sua segunda edição.     
  Criado em dezembro de 2013, o Natal Iluminado é um evento que celebra as festividades natalinas do munícipio, conforme os costumes culturais e religiosos presentes em Santa Rosa do Sul, sendo realizado na Praça Frei Raimundo Simonetto, havendo decoração especial, iluminação colorida, cenários temáticos, chegada do Papai Noel e shows de música, teatro e dança, marcando o Natal e o fim de ano do povo sul santarosense, sendo um verdadeiro sucesso a cada nova edição. Em 2014, foi realizada a segunda edição, sendo estendido a programação para a comunidade de Vila São Cristovão e pretende-se estender para outras comunidades do município.
  Inaugurada durante a realização da VI Polvilhana em 2014, a Feira do Agricultor é um espaço construído próximo a rodoviária municipal, que anteriormente era realizada ao lado da Igreja Matriz, onde os pequenos agricultores e artesãos do munícipio podem mostrar e vender seus produtos aos moradores, sendo um espaço que lembra um antigo galpão, servindo como um ponto turístico de Santa Rosa do Sul .
 O Festival Municipal de Folclore foi criado e instituído em agosto de 2014, evento que valoriza as manifestações folclóricas brasileira, catarinense e principalmente, de Santa Rosa do Sul, através de exposições temáticas, apresentação de teatro, dança, música, artes plásticas e artesanato, além da culinária típica do munícipio, sendo uma festa que celebra as antigas tradições do munícipio, no intuito delas se manterem vivas para as próximas gerações.
  Instituído no ano de 2013, o Departamento Municipal de Cultura de Santa Rosa do Sul faz parte da secretária municipal de Educação, Turismo, Esporte e Cultura, criado especificamente para trabalhar com as questões culturais do munícipio, assim como coordenar os eventos, seminários, cursos para capacitar profissionais dessa área, promover e elaborar leis de incentivo a cultura, junto ao Conselho Municipal de Cultura e a Secretária de Educação, Turismo e Esportes.
 Instituído em forma de lei em 2014, sendo feitas as eleições e posse em 2015, o Conselho Municipal de Cultura foi criado para trabalhar com as questões culturais de Santa Rosa do Sul, nos eventos e na formação de leis municipais relacionadas a cultura, havendo participações de membros de vários segmentos culturais da sociedade civil e também do setor administrativo municipal, em reuniões bimestrais que acontecem no auditório da Prefeitura Municipal. 
 Vendo a importância de tantas manifestações que acontecem em nosso munícipio, Santa Rosa do Sul é uma terra rica em cultura desde tempos antigos, elas são organizadas pela administração pública municipal, pelas entidades religiosas, instituições de educação ou mesmo pelas próprias comunidades, enfim, engloba todos os moradores, mesmo sendo um munícipio pequeno, consegue ser forte e ultrapassar a barreira do tempo, c compromisso de cada sul santarosense é manter viva a chama dessa cultura, para que demos continuidade para as próximas gerações, contribuindo cada vez mais na História de nosso munícipio.

Autor. Andrio Cardoso Pereira
Fonte: Diagnóstico Cultural Santa Rosa do Sul (Plano Municipal de Cultural) páginas 217 até 220, 2015. Prefeitura Municipal de Santa Rosa do Sul. 


Grande abraço, FELIZ PÁSCOA, bom fim de semana, até a próxima! 



sexta-feira, 25 de março de 2016

INFORMATIVO ESPECIAL: POSITIVISMO NO BRASIL ( VÍDEO DE 2009)




Olá caros leitores, tudo bem com vocês?


 Gravado em 2009 durante a apresentação de um trabalho na faculdade, o professor Andrio explica de forma simples e objetiva como aconteceu a presença da teoria positivista no Brasil, especialmente no inicio do período republicano, no fim do século XIX, tendo inclusive presente em nossa bandeira nacional. apesar de toda simplicidade, filmada por uma câmera de celular, essa foi a minha primeira apresentação que foi filmada e colocada no Youtube.  Confiram o vídeo na integra:


Grande abraço, BOM FIM DE SEMANA, BOM FERIADO, até o próxima!

quinta-feira, 24 de março de 2016

POEMA: NÃO DEIXE A FELICIDADE ESCAPAR


Em todos os sentidos, a vida é um grande palco,
Onde todos somos protagonistas de inúmeras estórias,
E temos que saber entrar em cena  e também de sair de cena,
Tudo que é material é temporário,
Um dia começa, tem o auge e depois acaba,
Portanto, não se acomode, sempre tenha um plano B,
Não perca nenhuma oportunidade,
Deixe de lado aquilo que não presta,
Os maus sentimentos e as intrigas,
Pare de culpar os outros por seus fracassos,
Pare de desqualificar as pessoas que não pensam igual a você,
Quando falhar, recomece quantas vezes for possível,
O acerto com toda vai chegar,
Errou? Assuma sem medo algum,
Não se corrompa em nenhuma situação,
Não acredite que status seja mais importante do que tua vida,
Conquiste as coisas com teu suor e de forma honesta,
Deixe de lado coisas que não te acumulam nada,
Não deixe escapar a felicidade,
Essa é a principal regra.


Autor: Andrio Cardoso Pereira

quarta-feira, 23 de março de 2016

LIVRO: ROMEU E JULIETA- WILLIAN SHAKESPEARE



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?


 Um dos maiores dramaturgos da História da literatura universal, Willian Shakespeare (1564-1616) dispensa qualquer apresentação, suas peças são encenadas até os dias de hoje, tendo diversas adaptações em livros, televisão, cinema e no teatro, como Otelo, Macbeth, Rei Lear, Sonho de uma Noite de Verão e tantas outras, consideradas clássicos e de leitura obrigatória nas universidades de todo o mundo.
Encenada pela primeira vez por volta de 1595, Romeu e Julieta é sem dúvida a peça de Shakespeare mais conhecida em todo o mundo, graças a suas incontáveis adaptações para a televisão, cinema, literatura, desenhos animados, gibis e em outros mídias, além graças a sua trama atemporal, fazendo parte da cultura pop e  representa bem o romantismo presente no período renascentista em toda a Europa.
Ambientado no período medieval, a peça conta a trágica estória de dois jovens, Romeu Capuleto e Julieta Montecchio que vivem uma intensa estória de amor, mesmo sabendo que suas famílias são inimigas e travam uma sangrenta guerra pelo poder da cidade de Verona na Itália, dificultando ainda mais a vida do casal, gerando tragédias de proporções gigantescas, as quais irão causar transformações fortes não só nas família Capuleto e Montecchio, mas em toda a cidade de Verona e sua população.
 Inspirada em lendas oriundas do período medieval e também nos textos trágicos da Grécia Antiga, Romeu e Julieta traz a tona temas tão atuais, mesmo a peça sendo escrita no período do Renascimento, tais como: a disputa pelo poder local, o uso da violência para demonstrar poder, a dualidade do ser humano (bom e mau), o uso da racionalidade versus a emoção, a mudança de atitudes diante de uma grande tragédia, mundo do sonho versus realidade e a luta pelo grande amor da vida são trabalhados com maestria por Shakespeare nessa peça com muita emoção, tornando-a o maior clássico da literatura e do teatro de todos os tempos.

Grande abraço, BOA LEITURA, até a próxima! 

terça-feira, 22 de março de 2016

CINE HISTÓRIA: IMORTAIS (2012)




FICHA TÉCNICA

Título: Immortals
Ano: 2011
Duração: 1h.50min
Direção: Tarsem Singh
País:  Estados Unidos
Idiomas disponíveis e legendas: Inglês/Português
Gênero: Épico, Aventura, Fantasia, Ação.
Tema: Mitologia Grega

SINOPSE

Grécia, 1228 A.C. O rei Hiperion (Mickey Rourke) está em busca do arco de Épiro, uma poderosa arma que pode matar até mesmo deuses. Para encontrá-lo ele conduz seu exército a todos os vilarejos, deixando um rastro de destruição. Theseus (Henry Cavill) vive tranquilamente em uma pequena vila encravada na montanha, ao lado da mãe e de um senhor (John Hurt) que é seu tutor desde quando era criança. O que Theseus não sabia era que o velho na verdade era Zeus (Luke Evans), o rei dos deuses, que vinha à Terra sob a forma humana por acreditar em seu potencial. Quando as tropas de Hiperion chegam à vila elas matam a mãe de Theseus e o capturam. No cativeiro ele está entregue à morte, mas recebe apoio de Phaedra (Freida Pinto), uma vidente que também está presa e teve uma visão em que Theseus emçunha o cobiçado arco de Épiro.

COMENTÁRIO

  Esse filme que recria de modo espetacular o mundo mitológico da Grécia Antiga, seus deuses, heróis, monstros e mitos, seguindo a mesma linha de produções recentes como 300 Fúria de Titãs, com muita ação, aventura, efeitos especiais de tirar o fôlego.
   Imortais faz uma releitura muito interessante do famoso mito de Teseu e o labirinto do Minotauro, da guerra entre os deuses e os titãs e também sobre os deuses gregos, tudo numa linguagem bem atual, recheado com um elenco de atores com corpos esculturais e recheado de muita computação gráfica de alta qualidade, tornando esse filme um belíssimo espetáculo visual.
   Saindo daquela leitura homérica dos mitos gregos, em Imortais os deuses não se intrometem nos problemas dos mortais, inclusive nas guerras, mas quando os titãs, famosos inimigos dos deuses do Olimpo, são libertados pela ganância de um conquistador, eles decidem ajudar os humanos, e lutam lado a lado, um salvando a pele do outro. Também a rivalidade entre as cidades-estados gregas é retratada, só que porém de forma indireta.
     Apesar de ser um filme rico em referências e de informações históricas e mitológicas sobre a Grécia Antiga, há muita violência extremada, sensualidade e algumas piadinhas sem sentido, assim como aconteceu com 300, mas nada disso estraga o enredo e a proposta do filme de trazer os antigos mitos gregos para a linguagem contemporânea, assemelhando muita aos das histórias em quadrinhos.
       Também vale salientar que temas como coragem, respeito, amizade, senso de liderança, liberdade, amor e questões éticas, bem típicos de todas mitologias existentes, são ressaltados constantemente no decorrer do filme, mesmo com o predomínio de cenas de batalha muito bem elaboradas, conseguem se sobressair bem, dando mais brilhantismo a obra.
         Como todos sabem, a mitologia grega é uma das que mais influenciam a cultura ocidental, sendo modelo para praticamente todos tipos de arte, inclusive para o cinema, a qual existe inúmeras produções sobre esse tema, comprovando que as estórias, heróis, deuses e seres míticos vindos da Grécia Antiga vão ser sempre atuais, como foi mostrado em Imortais, sendo essa a principal mensagem do filme.



Um grande abraço a todos, bom filme, até a próxima.

segunda-feira, 21 de março de 2016

A MÚSICA E A HISTÓRIA: ASA BRANCA- LUÍZ GONZAGA



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?


 Conhecido como o Rei do Baião, Luiz Gonzaga (1912-1989) foi um dos compositores mais conhecidos da Música Popular Brasileira, levando a todos cantos do país ritmos nordestinos, especialmente o baião e o forró, que antes eram totalmente desconhecidos. Seu legado na música é grandioso, influenciando artistas de diversos gêneros musicais e pode ser sentida até nos dias de hoje.
 Lançada em 1947, Asa Branca é uma de suas canções mais conhecidas, composta juntamente com Humberto Teixeira. De forma emotiva, a música fala sobre o drama da seca no nordeste brasileiro e também sobre os retirantes que migram para outras regiões até o período de estiagem acabar, tendo como pano de fundo uma estória de amor. A ave que dá título a música é um exemplo de resistência a períodos longos de seca naquela região, sendo homenageada na canção.
 Abaixo está um clipe muito bonitinho, feito em Flash pela cartunista Gabriela Avanzi, baseado nas xilogravuras feitas por J. Borges, retratando bem o universo desse grande clássico da MPB, provando que música de qualidade não sai do coração das pessoas.



Um grande abraço, até a próxima, uma excelente semana.   

domingo, 20 de março de 2016

RETRÔ: TOPO GIGIO




Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

 Quem lembra do personagem da imagem a acima? Esse ratinho marcou conquistou uma verdadeira legião de fãs pelo mundo inteiro,  lembrado seja pelo jeito meigo, divertido e cativante, pelos inesquecíveis números musicais ou pelas divertidas travessuras, sendo um dos personagens infantis mais conhecidos da televisão, estou falando é lógico do Topo Gigio. 
 Criado na Itália em 1958 por Maria Perego,  Topo Gigio é um ratinho bastante inteligente, carismático e travesso, que vive divertidas aventuras, interpreta números musicais e vive sempre aprontando, sempre caprichando nos figurinos e nas estórias, tendo uma personalidade infantil, a qual cativa crianças e ensina grandes lições de vida a todos.
 O sucesso de Topo Gigio na Itália foi tão grande que dentro de pouco tempo, conquistou toda a Europa, Ásia, Estados Unidos e países de língua latina, ganhando inúmeros programas de televisão em várias partes do mundo indo de encontro com as culturas locais e também versões em desenho animado, inclusive no Japão, as quais fizeram sucesso por onde foram exibidas, além de fazer participações em programas como Ed Sullivan Show (Estados Unidose no humorístico mexicano Chapolin.
 No Brasil, Topo Gigio chegou no fim da década de 60, especialmente em programas apresentados por Agildo Ribeiro na Rede Globo, marcando época na televisão brasileira. Depois de um tempo, mas precisamente no fim dos anos 80, a Band trouxe novamente Top Gigio a televisão, com a parceria do ator Ricardo Petraglia, sendo um estrondoso sucesso e sem dúvida, é a versão mais lembrada e amada do ratinho mais simpático do mundo. Graças a grande audiência estrondosa, a band resolveu lançar um filme, produtos relacionados e dois álbuns musicais do Topo Gigio, os quais forma uma verdadeira febre entre as crianças. Para relembrar, veja abaixo dois vídeos com músicas desses álbuns que marcaram época:






 Passados mais de 40 anos que foi exibido no Brasil pela primeira vez, Topo Gigio com toda certeza fez História na televisão brasileira, além pela música, humor e grandes lições de vida, ensinou a todos como a infância é uma época maravilhosa, a qual formamos aquilo que seremos na vida adulta e também uma época de sonhar e brincar de forma sadia e divertida.



BOA SEMANA, GRANDE ABRAÇO, ATÉ A PRÓXIMA!

sábado, 19 de março de 2016

PROGRAMA CORREIO CULTURAL: MARÇO



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

Quase  um mês depois da apresentação do último, na última sexta feira (18/03/2016) foi ao ar na rádio 87. 9 FM Cidade Sul de Santa Rosa do Sul mais uma edição do Correio Cultural, programa apresentado por mim,  sendo o terceiro da temporada 2016. Confira o programa sem cortes no link abaixo:



Nessa edição do programa, prosseguindo com a grande novidade que está agitando o programa: divulgação de artistas locais, no intuito de mostrar o trabalho deles no rádio, nesse programa falamos da banda Velhos Batutas e tocamos a música Meias Verdades. Dessa vez, o programa foi voltado a temáticas mistas, mas dando bastante enfoque a cultura local, tendo os seguintes temas:

Poema: Mulher de Andrio Cardoso Pereira
Livro: Os varões Assinalados- Tabajara Ruas
Filme- Os Sete Samurais (1954) de Akira Kurosawa
Músicas: Cidadão- Zé Ramalho
                Cantigas do Boi de mamão- Carlos Lucas Besen e interpretada pelo Coral Hélio Teixeira da Rosa do Tribunal de Contas de Santa Catarina.
Menção a publicação de informativo sobre a Igreja da Peroba de minha autoria
Campanha contra o mosquito da Dengue
Festival Municipal da Canção (FEMUC)
Páscoa em Santa Rosa do Sul
A Tradição do Boi de Mamão (menção ao grupo Rosas do Sul da Peroba)


Para finalizar,  seja quem ouviu ao vivo ou pela internet, quero agradecer de coração a todos, meu programa é feito com muito carinho e dedicação. Como todos sabem, não sou profissional, estou me esforçando ao máximo nesse projeto, vejo que está dando ótimos frutos e que a cultura tem vez no mundo do rádio, dia 25 de março teremos mais uma edição do programa, quem quiser sugerir algum tema cultural, pode me chamar inbox pelo Facebook, acessar a página https://www.facebook.com/correioculturalandrio/, comentando nessa postagem daqui do blog ou  pelo mail andriocardosopereira@hotmail.com e correiocultural@outlook.com que irei anotar com todo carinho. Sobre a divulgação das bandas e artistas locais no programa, todo programa  terá uma ou duas bandas homenageadas, mande a música, nome dos componentes e um pequeno histórico da banda através dos contatos citados acima. Apoiadores culturais, basta entrar em contato comigo, no momento preciso de patrocínios para manter esse projeto no ar.

Grande abraço, BOM FIM DE SEMANA, até a próxima! 

sexta-feira, 18 de março de 2016

POEMA: QUERO SER FELIZ, MAIS NADA



Não quero desculpas esfarrapadas vindas de qualquer pessoa ou situação,
Mentiras de qualquer espécie,
Ideologias para encher a cabeça de bobagem,
Ser marionete de lideranças que só pensam em si mesmos,
Não quero engolir palhaçadas goela abaixo.
Eu quero ser livre pra pensar,
Nenhum P e nenhuma droga mandando ou desmandando minha vida,
Sem rótulos ou preconceitos,
Sem muros e longe de qualquer confusão,
Quero ser valorizado conforme o talento que tenho,
Trabalhar e ganhar conforme minhas habilidades,
De poder ter o direito de ir e vir,
De gostar daquilo que quiser sem ser ironizado ou criticado,
De ser uma pessoa comprometido com a verdade e a honestidade,
Quero fazer caridade sem ser tachado de oportunista,
Quero poder ter minha fé sem ser escarnecido,
Tranquilidade dentro e fora de casa,
Ter segurança pública para todos,
Que justiça prevalece acima de interesses
Quero o país, estado e a cidade onde vivo indo pra frente,
Quero apenas ser feliz, NADA MAIS.

Autor: Andrio Cardoso Pereira

BOM FIM DE SEMANA, GRANDE ABRAÇO, ATÉ A PRÓXIMA!


quinta-feira, 17 de março de 2016

SRS ESPECIAL: PÁSCOA EM SANTA ROSA DO SUL



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

Seguindo a tradição do catolicismo presente no munícipio, a Semana Santa em Santa Rosa do Sul é bastante movimentada, cheia de simbolismo e cultura, começando no Domingo de Ramos, com a procissão e missa relembrando a entrada de Jesus na Cidade de Jerusalém, onde ramos são usados durante toda a celebração.
 Segunda, terça e quarta são feitas celebrações comunitárias de confissões e os encerramentos das novenas relativas a Quaresma, que são os 40 dias que antecedem a Páscoa, época de jejum e recolhimento,  indo conforme o calendário e a temática proposta pela Campanha da Fraternidade, que sempre propõem a debater e a conscientização de temas importantes para bem viver de todos os cristãos.  
Na Quinta Feira Santa é celebrada a Missa do Lava-Pés, a qual relembra a despedida de Jesus e a instituição da Eucarística, logo após inicia uma vígila até o meio dia de sexta, simbolizando a vígila de Cristo antes de ser preso.
Na Sexta Feira Santa acontece a tradicional recolha da Marcela, planta com poderes medicinais durante a manhã, já a tarde acontece a missa relembrando a Paixão e morte de Jesus e a noite acontece a tradicional encenação da Paixão de Cristo, que percorre as ruas da cidade, encerrando com o cortejo do Senhor Morto e sepultamento simbólico de Cristo. 
 Já no Sábado de Aleluia acontece a celebração do Fogo Novo, representando a Ressurreição de Cristo e a vitória da luz sobre as trevas, sendo momento alegre que se estende até o Domingo de Páscoa, continuando com celebrações
Nas religiões de origem evangélica, são feitos cultos especiais, que relembram todos os acontecimentos da Páscoa, também cheias de simbolismo, reflexões e com muita alegria, sendo uma das festas mais importantes de todas as religiões que seguem o cristianismo, fazendo parte da cultura do munícipio de Santa Rosa do Sul desde os tempos mais antigos. 

Grande abraço, até a próxima!

quarta-feira, 16 de março de 2016

CINE HISTÓRIA: A ODISSEIA (1997)


FICHA TÉCNICA

Título OriginalThe Odissey 
Duração: 165 min.
Ano: 1997
Diretor:  Andrei Konchalovsky
País:  Estados Unidos
Idiomas disponíveis e legendas: Inglês e Português
Gênero: Épico/Aventura/ Guerra/ Fantasia
Temática: Mitologia Grega/ Grécia Antiga

SINOPSE (Fonte: Adoro Cinema)

 Após dez anos, a Guerra de Tróia chega ao fim e o herói Odysseus (Armand Assante) faz uma viagem de volta para casa. Ele enfrenta criaturas mitológicas, deuses e outros inimigos poderosos. Essa adaptação do poema épico de Homero revela a força e bravura do herói e a sua luta para voltar ao lar, onde é aguardado pela amada Penélope (Greta Scacchi).

COMENTÁRIO

Baseada na obra homônima de Homero, um dos maiores clássicos da literatura universal, esse filme  feito para a televisão, retrata diversos aspectos importantes sobre o universo mitológico criado pelos gregos, com elenco estrelar e efeitos especiais convincentes.
Mesmo sendo uma obra de aventura fantástica, cheia de clichês, bem típico do cinema hollywoodiano, o espectador pode ver nessa obra por vários vieses, como os costumes dos antigos gregos, os ritos religiosos, a agricultura, a crença nos deuses, como era a vida política na polis, a forma que os gregos viam o mundo, e muitos outros.
A Guerra de Tróia, considerado um dos conflitos mais longos e sangrentos da Antiguidade, é retratada de forma breve, mas bem didática, aonde pode ser observado os costumes militares dos gregos, os tipos de embarcações usadas por Odisseu e seus companheiros, as artimanhas que levaram os gregos a venceram os troianos, inclusive o famoso cavalo de madeira.
Odisseu, personagem central da trama, representa a eterna luta entre o bem e o mal, que não deixa de acreditar em seus objetivos, chegar a sua terra natal, Itaca, para reencontrar sua esposa e filho, mesmo tendo que enfrenta a fúria da natureza, naufrágios, criaturas monstruosas, inimigos humanos e outros obstáculos que os deuses colocam no seu caminho, evitando que ele chegue ao destino.
A aparição de diversos deuses (Atena, Éolo  Poseidon, Hermes), monstros, bruxas e outras criaturas no decorrer do filme fazem um verdadeiro tributo a mitologia grega. O espectador pode também perceber a influência desses mitos na atualidade em diversas outras obras literárias e cinematográficas, como O Senhor dos Anéis, vendo a importância da mitologia grega na cultura universal.

CLIQUE AQUI PARA FAZER O DOWNLOAD DO FILME

 Grande abraço, BOA SESSÃO até a próxima.



terça-feira, 15 de março de 2016

LIVRO: EURICO, O PRESBITERO- ALEXANDRE HERCULANO


Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

 Grande nome da literatura romântica em língua portuguesa, o escritor, poeta e historiador português Alexandre Herculano (1810-1877) destacou-se principalmente por escrever romances históricos, influenciado por nomes como Walter Scott e Victor Hugo, que são considerados verdadeiros mestres desse gênero literário.
 Um dos romances históricos mais conhecidos de Alexandre Herculano é Eurico, o Presbítero, que foi publicado em 1844, o qual narra a saga de um jovem visigodo, que após uma desilusão amorosa, acaba optando por viver uma vida religiosa, porém com a invasão dos muçulmanos na Península Ibérica, acaba indo lutar contra os invasores, tornando-se herói de guerra, transformando-se no mítico e enigmático Cavaleiro Negro.
 Ambientado no século VIII, o romance narra de forma épica e romântica como foi o fim do império visigodo na Península Ibérica, a invasão muçulmana liderada por Tarique e o começo da luta entre cristãos e islâmicos na região, o qual iria se estender durante toda a Idade Média, culminando na formação de duas grandes nações: Portugal e Espanha.
 Leitura obrigatória a todos aqueles que querem conhecer um pouco da formação da Península Ibérica, através de um livro cheio de aventura e emoção, bem ao estilo do romance de cavalaria, característica muito presente na primeira fase do Romantismo, o qual remonta uma época difícil, de amores reprimidos, traições, guerras violentas e principalmente, de atos de heroísmo, no melhor estilo clássico da literatura.

Uma boa leitura, grande abraço, até a próxima.

segunda-feira, 14 de março de 2016

A MÚSICA E A HISTÓRIA: ZÉ RAMALHO- PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

  Zé Ramalho é um dos cantores mais prestigiados da MPB, começou a sua carreira em meados dos anos 70, sempre fazendo sucesso, tanto pela sua voz poderosa como pelas suas canções, que misturam temas político-sociais, cultura nordestina, mitologia, quadrinhos, psicodelia e misticismo com a musicalidade dos ritmos nordestinos, Rock'N'Roll, Blues e Folk Music.
 Lançada em 2000, Para Não Dizer Que Não Falei das Flores (também conhecida como Caminhando) faz parte do álbum Nação Nordestina, o qual o cantor homenageada a música e os artistas do Nordeste brasileiro, sendo que essa canção é de autoria de Geraldo Vandré, um dos maiores artistas da MPB da década de 1960.
 Feita no período de intensa repressão, Caminhando faz uma dura crítica a política do Regime Militar e do Exército Brasileiro, a qual deixou os militares na época enfurecidos, ocasionando na censura dela e na prisão de Geraldo Vandré, mesmo assim ela não foi jamais esquecida pelos brasileiros.
 Essa versão feita por Zé Ramalho retrata bem o clima de opressão daquela época, abusando dos efeitos sonoros, transformando a música quase numa obra cinematográfica, sendo sem dúvida uma das melhores versões feitas dessa canção, mais próxima da original.  Prestem bastante atenção na letra e nas imagens, dá para ter um entendimento rápido e preciso do período do Regime Militar no Brasil só ouvindo essa canção:


Grande abraço, BOA SEMANA, até a próxima!

domingo, 13 de março de 2016

RETRÔ: MÁGICO VENTO



Olá caros leitores, tudo bem com vocês?

Criada em 2013, a coluna Retrô tem como objetivo celebrar e homenagem brinquedos, games, gibis, séries, objetos e guloseimas que fizeram parte da infância ou manifestações de cultura pop recentes que fazem menções aos clássicos do cinema, gibis, games ou objetos antigos, aqui a intenção é relembrar e mostrar que a cultura retrô é forte mesmos nesses dias de tanta modernidade.
 Seguindo o  segundo exemplo citado, o nosso homenageado de hoje é uma produção recente, iniciada no final dos anos de 1990 e sendo publicado até nos dias de hoje, pegando elementos clássicos do passado usando uma linguagem muito contemporânea, estou falando da série em gibi Mágico Vento.
Criado em 1997 pelo cartunista italiano Gianfranco Manfredi, Mágico Vento é publicado pela Bonelli Comics, mesma editora de gibis clássicos como Tex, Zagor, Dylan Dog e tantos outros, sendo um grande sucesso da editora. No Brasil, a  Mythos Editora é a responsável pela publicação da série.
 Com um enredo bastante inteligente e eletrizante, as estórias narradas no gibi conta as aventuras do soldado  Ned Ellis, que após um grave acidente de trem, acaba sendo salvo por um xamã da tribo Sioux, passando a conviver com a tribo, sendo considerado um xamã pelos Sioux, apelidando-o de Mágico Vento, devido ter poderes sobrenaturais que desenvolveu durante o acidente. No decorrer da trama, Mágico Vento busca conhecer seu passado, acaba conhecendo o repórter Willy Richards, conhecido como Poe (personagem inspirado no poeta Edgar Allan Poe), descobrindo que o acidente que sofreu foi causado por Howard Hogan, um perigoso bandido, iniciando aí uma caçada por todo o Velho Oeste, tanto em busca da verdade como para pegar o malfeitor e seu terrível bando.
 Ambientado no Velho Oeste dos Estados unidos ( século XIX), Mágico Vento mistura o faroeste com épico, fantasia e terror, havendo aparições de monstros e outras figuras sobrenaturais oriundas do folclore indígena estadunidense, além de acontecimentos históricos e personagens reais, também toda a cultura indígena e do Velho Oeste são retratados em um ritmo de roteiro cinematográfico, apoiado pelo Blizzard Gazette (Notícias da Fronteira), que é  uma coluna que vem antes do título, contextualizando os assuntos, os fatos históricos ou lendas que serão retratadas naquela estória,  embasada pelas precisas pesquisas históricas feitas por Manfredi, tornando a leitura de Mágico Vento tão divertida e nostálgica, que merece ser conhecida principalmente por fãs de antigos filmes de faroeste ou de gibis do gênero como Tex e Zagor.

Grande abraço, BOA SEMANA, até a próxima!